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LES BEAUX RIVAGES

Um mimodrama para 4 residentes de um Lar e toda a equipa de cuidadores.

 

Criação e Encenação

Lionel Ménard

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FICHA  TÉCNICA/ARTÍSTICA

Elenco Helena Rosa, Raul Oliveira, Rogério Bruno e Tomás Porto | Desenho de luz Daniel Worm | Operação de luz Rui Senos Selecção musical Lionel Menárd | Sonoplastia e Operação de som João Santos | Figurinos Natália Terlecka e Lionel Menárd | Cenografia Natália Terlecka Apoio dramatúrgico Mário Primo | Costureira Florbela Santos | Fotografia José Mónica e João Freire  | Design gráfico Ana Martins | Agradecimento especial Rita Carrilho

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​​​SINOPSE

 

A “Les Beaux Rivages”, um Lar de idosos à beira mar,  chega um novo utente pela mão do seu filho. Roger, o novo residente, está cansado de viver, o passado persegue-o e os remorsos pesam-lhe ao ponto de já ter tentado cometer suicídio.

Sarah vive há dois anos no Lar e, por seu lado, riscou da memória o seu passado, na tentativa de o esquecer.

Estas duas pessoas já se conheceram antes. Cruzaram-se durante a guerra, em lados opostos do arame farpado. Roger nunca esqueceu Sarah, mas ela, agora que o tempo lhe levou a visão quase por completo, não o reconhece. Ambos se vão aproximar, apesar da idade, mas será ainda possível o amor? e será Roger capaz de lhe confessar a sua verdadeira identidade?

Tudo começou onde era suposto acabar... em Les Beaux Rivages.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

Querido pai,


não sei como te agradecer por teres aceitado ficar nesta magnífica casa, Les Beaux Rivages. Por muito que me digas que não se pode mudar o solo de uma velha árvore... ambos sabíamos que já não era possível ficares sozinho em casa. Aí, estarás rodeado de pessoas carinhosas e, conhecendo-te, penso que talvez até faças alguns amigos.
Eu sei que não é fácil, mas em vez de ficares a remoer pensamentos sombrios sobre o passado, serás estimulado a sair, a jogar às cartas e, quem sabe?... conhecer uma alma gémea. A mãe teria querido que assim fosse.
Sabes, pai, no que diz respeito à guerra, há muito que te perdoámos, por isso desfruta agora da doçura da vida à beira mar e em boa companhia.
Irei ver-te na próxima segunda-feira, se o trabalho o permitir.

 

Adoro-te.
O teu filho,

Pierre

 

 

NASCIMENTO DE UMA CRIAÇÃO


Em 2022, o jornalista independente Victor Castanet publicou uma investigação mordaz sobre os maus-tratos em lares de idosos.
Ao mesmo tempo, a minha mãe ia fazer uma estadia num deles.
Na nossa primeira visita, não faltava nada: o piano branco à entrada, a alcatifa espessa do átrio... e depois, aos fins-de-semana, não havia pessoal...
Sonhei então com um salvador como Jack Nicholson em "Voando sobre um ninho de cucos”. Alguém capaz de despertar as consciências e devolver o prazer de viver aos utentes... um velho salvador que escondesse a sua identidade para melhor surpreender os funcionários...
Por essa altura, Mario Primo, o meu companheiro dramaturgista do espetáculo “Une Histoire Vraie”, sugeriu como tema da nossa próxima criação: os idosos... E eu, a acompanhar a minha mãe da poltrona para a janela, da cama para a poltrona, depois da cama para a cama....
No regresso da visita ao lar, a minha mãe confidenciou-me este pensamento: “Ir para um lar é como durante a guerra, quando os idosos eram enviados para campos de concentração”... Estaria ela a perder o juízo ou a expressar a sua raiva por não conseguir escapar a um fim inevitável...
E se, pelo contrário, tudo fosse ainda possível... e se, onde tudo acaba, fosse o início de uma outra aventura, e se dois residentes se pudessem encontrar e viver um grande amor... e se, no final, um deles fosse o salvador... aquele que ia tornar possível o impossível.
Mas, afinal, o que poderia ele esconder? algo indizível...? imperdoável...do seu passado, da guerra?
Obrigada, mãe, pelos teus pensamentos...
Como em toda a criação, temos de considerar que o impossível é apenas uma possibilidade entre muitas outras... tudo começou onde era suposto acabar ....

 

Lionel Ménard

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42ª CRIAÇÃO DO GATO SA – TEATRO DE SANTO ANDRÉ.

 

A fantástica experiência de criação de UNE HISTOIRE VRAIE, em 2022, bem como o grande impacto da circulação nacional e internacional, que ainda ocorre, aconselhavam a retomar esta parceria criativa com Lionel Ménard. Desta vez, a partilha de ideias e a reflexão dramatúrgica do trabalho que ia surgindo foi, por razões várias, menos frequente e a colaboração entre um e outro teve um impacto menor no resultado final. No entanto, sinto que nos entendemos e complementamos bem em termos artísticos.

Os quatro actores corresponderam aos desafios e às exigências do processo de trabalho deste singular “metteur en scène”. Para além disso, o encenador contou com um espaço de trabalho completamente disponível, ao longo de mais de meio ano em que decorreu a criação, bem como dos variados recursos técnicos, das oficinas e dos alojamentos proporcionados pela AJAGATO.

A criação resultou de sete semanas intermitentes de trabalho presencial da equipa e do encenador e muitas horas de ensaios autónomos e de trabalhos de execução da cenografia e adereços de cena.

A produção mobilizou recursos, canalizou energias, reuniu uma equipa técnica com Daniel Worm, um dos melhores iluminadores portugueses e de Rui Senos para a operação técnica, para além de João Santos, um novo colaborador com larga experiência técnica e criativa na área do som.

Por outro lado, Natalia Terlecka, promovida a cenógrafa, teve uma participação especial  em todo o processo, trabalhou desde a primeira hora em estreita colaboração com o encenador e estendeu a sua influência também aos figurinos e à estética geral do espectáculo.

Em LES BEAUX RIVAGES, a qualidade artística dos actores, a profundidade e consistência das personagens e sobretudo a sua expressividade são a pedra de toque de um espectáculo emotivo e envolvente que desperta nos espectadores as memórias pessoais e as emoções. Uma história em que o amor se confronta com um passado que não se deseja revisitar e a capacidade de, através desse amor desatar os nós que nos sufocam para, de algum modo, encontrar uma saída redentora.

Mário Primo 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TESTEMUNHOS DO PÚBLICO NA ESTREIA

 

"Excelente trabalho dos actores. Não são necessárias palavras para contar uma história. A expressão está em cada gesto. Forte, muito forte."

Mª Teresa Chaves

 

"Os sentires à flor da pele, que nos enlevam de ternura, por vezes, até às lágrimas... Uma história sem texto, em que os actores usam, com o corpo, as "palavras" com as letras todas..."

João Pereira da Silva

 

"Emocionada do principio ao fim do espectáculo. Intenso, duro e belo. Obrigada pelo vosso, excelente e persistente, trabalho."

Robertina Pinela

 

"Fico sempre rendida ao trabalho de actores e este foi magnífico. A entrada no Lar daquele idoso deixou-me em lágrimas ... Sei que vou reter essa imagem por muito tempo, até pelas memórias que carrego e foram activadas ...  Não são a "prata da casa", são ouro nesta terra!"

Maria Santos

 

"Adorei Les Beaux Rivages. Foi daquelas peças que se sente mesmo… intensa, emotiva e muito humana. Ficamos profundamente tocados pela sensibilidade e intensidade de todo o trabalho apresentado que, sem dúvida, permanece connosco muito depois de terminar."

Luisa Porto

 

"Grande qualidade, elenco, estética e som. Uma viagem por sentimentos contraditórios, a esperança, a tristeza e quem sabe ainda o sonho. A vida."

Bruno Candeias

 

"Para além de achar o elenco extraordinário e de nos perdermos na expressão dos vários actores em cada gesto, a encenação e até a escolha musical leva-nos convosco ..."

Carla Oliveira

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